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O que é Massagem Espiritual?
Qual a origem da Massagem Espiritual?
Em que casos está indicada a Massagem Espiritual?
Por que a Massagem Espiritual funciona?
Nosso trabalho / imagens.
Matérias em jornais.

Matérias em Jornais

1) Equinócio de outono – tempo de equilíbrio, mudança e colheita

Um tempo de reflexão em nossos valores como seres humanos, sob um equilíbrio que a própria natureza nos mostra, com sua grandeza.

Lua e sol oferecem igualmente, no equinócio, bênçãos e energia a todo o nosso Planeta. Yin e Yang, ativo e passivo, masculino e feminino, pai e mãe, interno e externo, unem-se harmoniosamente para oferecer-nos um momento propício para as mudanças necessárias. Como nos ensinam as árvores, é tempo de deixar cair as folhas velhas, que vão adubar e fertilizar o solo, de onde nascerão novas energias, necessárias para a produção de um novo ciclo. Assim, também, devemos promover mudanças em nosso Ser interno, equilibrando o outono que está surgindo em cada um de nós. É hora de liberar nossas folhas velhas, e colher e escolher, em nossas vidas, os frutos dos quais nos alimentaremos nos próximos tempos.

Nesse processo podemos contar com uma técnica amorosa de cura profunda, a Massagem Espiritual, que atua nos vários níveis, físico, emocional, mental e espiritual, promovendo seu equilíbrio.

Esse trabalho é feito em um ambiente previamente preparado pelo terapeuta, para que a pessoa se sinta acolhida e segura para entrar em contato consigo mesma e sair fortalecida, confortada e presente, percebendo a necessidade de manter a consciência desperta para todos os aspectos de sua vida.

São infinitas as possibilidades desse trabalho, tantas que não podemos enumerar, pois somos co-criadores e a nossa essência é eterna. Se temos que começar um dia, por que não hoje?

A Massagem Espiritual é uma terapia profunda que, utilizando como instrumento a consciência do focalizador, a energia da Terra (forças da natureza) e a energia cósmica (forças transcendentes), propicia ao cliente, através do toque sutil e da força da intenção, entrar em um campo energético seguro e acolhedor, para liberar antigos padrões de pensamentos, traumas e conflitos, limpando, harmonizando e recarregando esses vários níveis em nós.

Acreditamos que cada indivíduo traz em si mesmo o potencial de cura para todas as suas dores e traumas, nos seus vários níveis e dimensões. O maior especialista de cada pessoa é a própria pessoa e todos os registros que importam para cada um estão impressos em seu corpo físico e energético. Ao aplicarmos a Massagem Espiritual estamos de coração e mente abertos, sem julgamento, prontos para o acolhimento. Através do auto-conhecimento, meditação e prática permanente nessa técnica, o terapeuta se habilita a oferecer sua presença, respeitando o cliente como ele é e como ele está no momento.

Na sessão de Massagem, a partir da aceitação de nós mesmos e das pessoas que acolhemos, trabalhamos com a imposição de mãos, com a intenção de cura e evocando a Consciência Superior. O Eu Superior do cliente é convidado a liderar o processo, com a consciência de que toda cura é, na verdade, uma auto-cura.

O trabalho do terapeuta consiste em estimular a Consciência Superior, presente em cada indivíduo, e que tudo sabe e tudo pode, para reequilibrar dinamicamente suas energias, promovendo a saúde e impulsionando a vida.

Sabendo que este é um longo processo, convidamos você para esse encontro consigo mesmo, que nada mais será que mais um passo na caminhada em direção ao seu Ser.

2) Massagem Espiritual: encontrando o seu lugar na roda da vida

Findo o inverno, a primavera chega outra vez. Mais um ciclo completado é hora de refletirmos, fazermos um balanço. O Grupo Ipê Roxo de Massagem Espiritual, num de seus encontros quinzenais, sentado numa grande roda, param para uma reflexão: O que temos realizado? O que aprendemos? O que levaremos, deste ano, que possa ajudar em nossa jornada?

Como está o lugar em que vivemos? Nossa casa? Nossa cidade? Nosso planeta? Quem são as pessoas que formam a nossa rede mais próxima? Que escolhas tem nos trazido até aqui?

Percebemos que, “lá fora”, o cotidiano de cada um de nós gera, com freqüência, uma sensação de tempo perdido, de falta de objetivo ou de sentido, uma frustração pelo que não foi realizado. Uma sensação de que não temos escolhido, de que não temos vivido, a cada dia, aquilo que desejamos, que sonhamos para nós; mas sim que os dias têm vivido (roubado) a nossa vida. Uma impressão de que o tempo passa, corre, sem parar, sem nos dar tempo para pensar para que?para onde? E aí sentimos vontade de parar o tempo, de impedir que a vida que ainda temos pela frente continue se consumindo assim, à nossa revelia. “Que bom seria se o tempo parasse!”, pensamos. Seria mesmo?

Imagine, por alguns instantes, que o tempo parou de correr, só para você. Por efeito de beber da água de uma fonte encantada, você para no seu momento atual: não envelhece nem mais um dia, não adoece nem mais uma célula e não corre o risco de morrer. Seu corpo ganhou a imortalidade. O medo da dor, da doença e da morte não fazem mais parte de seu mundo. Você contempla o nascer e o por do sol, o correr das águas dos rios, o caminho dos astros no céu, sabendo que testemunhará esses movimentos por toda a eternidade, enquanto o mundo existir... Dê asas à imaginação. Imagine-se imortal por meses, anos, décadas... Seus filhos, seus netos, crescem, se casam, têm seus próprios filhos e netos, que envelhecem e morrem... Só você não anda – está parado no seu momento eterno, sem qualquer possibilidade de ingressar de novo na roda da vida – como uma pedra grande parada à margem de um rio, que sempre segue seu curso, e se renova a cada instante. Como é estar à margem do tempo, estar fora da roda da vida? Como é assistir, de fora, a dança da natureza, o pulsar do Universo, sabendo-se imune aos seus efeitos? Poderíamos chamar a esta existência vida? Ou vida é exatamente esse estado concedido a cada instante que partilhamos dessa dança?

Qual a origem da nossa sede de viver? Quando pensamos desejar não morrer, desejar a eternidade, o que na verdade estamos desejando? Estar fora da roda da vida, como observadores destacados, acima do tempo? Ou será exatamente o contrário: o que realmente desejamos é nos sentir vivos, vivendo cada instante plenamente, como parte integrante dessa roda, usufruindo, a cada momento, de uma nova posição, um novo lugar, como uma flor que desce o rio, ora em corredeiras ansiosas , ora descansando numa margem tranqüila, mas sempre seguindo em direção ao mar...?

Talvez nossa sede de vida venha de um afastamento entre o que estamos pensando, sentindo ou fazendo, por um lado, e nossa essência, por outro. De não estarmos ocupando plenamente, conscientemente, nosso lugar, único, particular e especial, nesta grande roda.

Estar presente em cada instante de nossa vida – eis nossa missão. Receber cada instante de vida como um presente divino e VIVÊ-LO – eis nosso desafio. Nos prendemos ao que já passou e nos pré-ocupamos com o que ainda não chegou, e assim distraídos deixamos de viver a única realidade possível – o agora. O que eu sinto aqui e agora, neste exato instante? Quem sou eu?

A sociedade ocidental moderna, globalizada, nos vende uma imagem de nós mesmos de tal sorte padronizada que é às vezes difícil sabermos exatamente o que somos, como somos, de que gostamos... Há um conceito, cada vez mais estreito, do que é bom, belo e desejável. Há um molde para o nosso corpo físico e um modelo adequado de comportamentos e sentimentos. O ideal é ser magro, jovem, forte, ágil, esperto, obter o máximo de bens materiais, preferencialmente com o mínimo esforço,.... O espaço para a liberdade de ser e o cuidado no conviver ficaram há muito em segundo plano. As características próprias de cada raça, sexo, idade, cultura são desconsideradas. As mulheres acumulam suas antigas funções e as que hoje compartilham (ou disputam) com os homens. Os mais velhos precisam “funcionar” como jovens, ou não são respeitados. Se ficam mais lentos, mais fracos fisicamente, ou mais pesados, são vistos como inadequados ao ritmo e às exigências da vida moderna. Que qualidades esse estágio da vida oferece, que nenhum outro momento pode oferecer? Não importam mais?

O que foi feito de nosso direito à individualidade e a viver cada fase da vida com as características que lhe são inerentes? O que seria da natureza se apenas existissem primaveras e verões? No outono e no inverno, a natureza se permite ser menos exuberante em cores e movimentos, as árvores perdem folhas, animais se recolhem, cada elemento do Universo sabe que há momentos de correr e de parar... O que seria de nós se só houvessem dias e nunca mais noites? A humanidade dominou a natureza, no sentido de obter todos os recursos necessários, não apenas à sua sobrevivência, mas também ao seu conforto. Não satisfeita, quer dominar agora a própria ordem da Natureza: transgênicos, clonagens... Sem dúvida ficamos muito mais poderosos... Mas somos mais felizes?

Investimos muito e fomos bem sucedidos no conhecimento do mundo externo e no seu controle, mas parece que não podemos dizer o mesmo em relação ao conhecimento de nosso mundo interno, do nosso próprio ser. E este olhar viciado, sempre para fora, nos leva a esperar de fora a solução de nossos problemas e a fonte de nosso prazer.

Mas são soluções e prazeres muito transitórios e superficiais, esses que vêm de fora. A verdadeira fonte de prazer mora no âmago do Ser, onde apenas se chega pela consciência plena no aqui e agora. E é isso o que cada membro do Grupo Ipê Roxo (tel: 2274-0733) vem buscando nas reuniões de troca e nas oficinas vivenciais de Massagem Espiritual.

É momento do ser humano intensificar a busca de si mesmo. Muitas tradições, com diferentes técnicas, se dedicaram e se dedicam ainda a este caminho. Entre elas está a Massagem Espiritual, arte / técnica da China antiga, que utilizando as energias da terra e do céu, busca ajudar cada indivíduo a encontrar seu caminho de volta para casa, para o Ser divino que habita o centro de sua estrela, para o Eu Sou. Dentro de um campo vibratório harmônico, amoroso e seguro, cada ser é convidado a estar em contato com seus sentimentos e pensamentos, conhecer-se um pouco mais, perceber suas próprias necessidades. Somos todos buscadores. Cada um de nós é acolhido, sem julgamento, com tudo o que é e como está nesse momento. A aceitação gera a confiança e a confiança permite a entrega. A entrega ao seu Curador interno, que tudo sabe e tudo pode realizar, em seu corpo físico, emocional, mental e espiritual. E num encontro de corações, de pessoas, da Terra e do Céu, o milagre da presença, da consciência e da vida pode acontecer.

3) Texto da Massagem Espíritual para Jornal Prana (Julho 2004)

Solstício de Inverno - momento em que o sol se afasta ao máximo da Terra e começa novamente

a se reaproximar trazendo um novo ciclo. É quando temos a oportunidade de mergulhar no mais fundo do nosso Ser , para voltar a desabrochar com a primavera.

Pois ficar recolhido na caverna da ursa, debaixo das cobertas, com uma bebida quente é uma ótima técnica para entrarmos em contato com nós mesmos e perguntarmos: como estou me sentindo aqui e agora? Como estou conduzindo o meu Crescimento Interior? Qual meu objetivo na vida?

Ir fundo em busca de algumas respostas é essencialmente necessário em nossa jornada. Mas às vezes nos perdemos e não sabemos muito bem para onde ir e o jeito então é pedir por orientação espiritual, pois o nosso Ser interno sabe muito bem, melhor do que todos os especialistas em todas as áreas, de todas as ciências, o que é que nós estamos necessitando neste exato momento.

E ao pedir, esta “guiança” , ela vem. Só que às vezes ela vem como uma voz muito suave que vem lá do fundo, que nos inspira a desligar todos os aparelhos que nos conectam com o externo e tirar um tempo, nem que sejam cinco minutos, para nos encontrarmos com nós mesmos. Fechar as janelas da nossa casa: olhos, boca, ouvidos...sentar numa posição bem confortável, de modo que a coluna fique bem ereta e prestar a tenção na respiração. Não é fazer nenhum exercício respiratório, não, somente observar como está a inspiração e a expiração. Se está profunda... rápida...superficial...lenta...só observe...a sua presença no respirar...

Esta é uma das formas com que damos início a mais uma sessão de Massagem Espiritual.

Fechando as janelas e nos sentindo. É preciso se sentir antes de tocar o outro, pois de que outro modo saberemos o que é nosso e o que está vindo do outro como sinais para tocá-lo no lugar em que seu corpo pede mais atenção no presente momento?

A Massagem Espiritual chega para cada um de nós de uma maneira diferente. Temos as mais diversas razões para sairmos de nossas casas quinzenalmente e nos encontrar para trocarmos Massagem, para uma vez por semana atendermos no ambulatório espiritual, uma vez por mês participar de uma Oficina Vivencial ou ainda receber aqueles que ainda não a conhecem, e querem ter a oportunidade de conhecer, num atendimento coletivo na última semana do mês, o qual chamamos de Grupão.

Muitos de nós respeitou sua intuição e se deixou guiar até a Massagem Espiritual. Respeitou o seu momento e sentiu que era hora de se cuidar, pois antes de cuidarmos dos outros, devemos nos cuidar. Primeiro nos observando e depois utilizando as técnicas que são necessárias para misturarmos Céu e Terra em nossos corações e assim compartilhar dessa energia universal que nos permite ser canal de algo bem maior.

A Massagem Espiritual atua em vários níveis e às vezes pensamos estar precisando de uma cura em um certo nível e ela se dá em outro, que talvez fosse a causa do que sentimos inicialmente. Tanto o terapeuta quanto a pessoa que recebe são tratados, pois a energia de cura atua em todo o ambiente, inclusive em quem permanece receptivo, sem dar nem receber Massagem, mas acaba sendo tratado também. Ao criarmos o ambiente propício, com todos os cuidados necessários, formamos uma egrégora de cura, e dentro deste espaço sagrado, acolhemos tudo aquilo que tiver que acontecer, sem julgamento ou intromissão. Simplesmente deixamos que o Ser de cada um se manifeste da forma que tiver que se manifestar. Pode ser chorando ou rindo, pingando de calor ou tremendo de frio, gritando ou engolindo, não importa, o que importa é que respeitamos o processo de cada um e aprendemos muito com ele. Se cada um é um espelho para o outro, é muito importante que demos toda a atenção a cada processo, pois com ele temos a oportunidade de nos conhecermos melhor e de crescermos, acelerando o passo para a próxima etapa.

Assim como uma rosa fechada que vai se abrindo. Se não acompanhamos seu desabrochar, que ocorreu muito lentamente, dentro do tempo certo, nos surpreendemos ao vê-la aberta. Da mesma forma que ela se abre inteiramente e exala o melhor que ela tem em beleza e perfume, assim somos nós, que se nos respeitarmos em nosso tempo, que é único, e estivermos conscientes de cada passo dado, cada degrau ascendido, cada etapa cumprida, poderemos dar o melhor de nós mesmos e naturalmente nos prepararmos para o novo ciclo vindouro, com graça e sabedoria.

Se vamos utilizar os melhores adubos, orgânico ou não, se teremos a oportunidade de nos colocarmos na melhor posição em relação ao sol ou à sombra, se vamos ter escassez ou abundância de água, se eventualmente iremos precisar de um pesticida, que poderá nos trazer efeitos colaterais... tudo isso faz parte do nosso caminho, este é o processo.

Mas o que realmente importa é a qualidade das nossas sementes que uma vez plantadas dêem continuidade ao Caminho da Beleza neste eterno jardim. Tomar posse do nosso próprio processo e nele dar o nosso melhor, é um dos “adubos” que a Massagem Espiritual nos oferece.

Essa terapia milenar, vinda da China Antiga, ainda sobrevive aos dias de hoje por sua simplicidade e pureza. O que se pede é que esteja presente ao momento presente e atento ao seu próprio corpo, pois é através dele que virão os sinais de como atuar em relação ao corpo do outro.

E para a Massagem Espiritual, idade não é um problema, pelo contrário, é uma bênção poder compartilhar do aprendizado de tantos anos vividos que os nossos “anciãos” tem para partilhar, e ver que é possível recriar a vida na terceira idade! Se os filhos já estão criados, se já não é mais tempo de ovular, se sobra tempo para si mesmo, então este é um momento abençoado de tomar a decisão de parar de desvalorizar o tesouro mais precioso que se tem, e não delegar aos outros o que cabe a você mesmo cuidar: de seu próprio Crescimento Pessoal.

Ensinar e aprender é um motocontínuo. A opção entre ser um telespectador de sua vida ou seu diretor, a opção é sua. A vida é sua. A decisão é sua. Quando todos os meios de comunicação dizem que é hora de parar, de jogar a toalha, de abrir espaço para os mais jovens, leia nas entrelinhas, que é hora de começar, de tomar a decisão e conquistar esse espaço vital que é seu. Que é o de se conhecer melhor e descobrir a que veio. Se a questão é encarar a passagem que se aproxima, então que se prepare para vivê-la integralmente, consciente, pleno de vida! Saturado de vida! Com extrema qualidade de vida!

Parar para observar os processos naturais que a Mãe Natureza tem para nos dar. O sol, que a cada dia tudo ilumina e nos deixa na escuridão. As plantas com seus ciclos bem definidos de nascimento, germinação, broto, crescimento, amadurecimento, florescimento, reprodução, desintegração, para retornar como húmus para outras plantas. As fontes com sua abundância e generosidade. A solidez dos minerais, a qualidade de cada animal... Enfim, todos os reinos nos ensinando como agir de forma consciente e plena o processo de cada dia. Pois foi dia-a-dia que chegamos até aqui e será dia-a-dia que continuaremos trilhando nossa estrada. E se não é a partida que importa, tampouco a chegada, o que conta é o que aprendemos com a caminhada. Com que qualidade demos nossos passos. Quanto de consciência tomamos nossas decisões.

A Massagem Espiritual é mais um passo consciente que podemos dar neste eterno caminhar. Nos ajudando mutuamente a crescer, a nos olhar, a perceber cada nuance do caminho, o quanto que desejamos nos entregar neste mergulho profundo ao interior de nós mesmos.

Pois é neste mergulho, cada vez mais profundo, que vai surgindo com clareza a consciência de que somos muito mais do que pensamos. Mais que nossas personalidades, nossos papéis, nossos corpos, nossa mente, nossos sentimentos e emoções. Que somos eternos, em constante transformação. A aceitação desta realização interior se dá quando todos os nossos corpos se afinam com essa verdade. Então não há mais medo da passagem de uma etapa para outra. Não há mais medo da separação. Só há a unidade.

A idade traz consigo a maturidade de não se deixar mais enganar pelas aparências e a certeza de que é necessário se preparar o melhor possível, o quanto antes, sem se iludir com as ofertas de fontes de juventude milagrosas que farão o tempo parar e o congelar numa idade jovem.

Assim como o atleta que treina para a maratona, a cada dia conquistando um passo a mais, e se prepara para atingir sua meta, devemos todos nós, em que idade estivermos, darmos o primeiro passo para conquistarmos essa realização de ser Um com o Todo.

Ter um porto seguro, é reconfortante. Passamos por tempestades e por calmarias, mas ao nos reunirmos, darmos as mãos e fecharmos as janelas, sentimos que retornamos ao lar.

Cessam os pensamentos e o sentimento de união nos toma. E uma vez dentro de nossa casa, podemos nos auto-avaliar para observarmos como estamos regendo a orquestra que tocará nossa canção sagrada. Parafraseando o poeta Tagore:

“Esse mundo é um mundo de selvagens tempestades, tomado pela música da beleza.”